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RELIGIÃO

Orçamento de megaigreja mostra que evangelização não é prioridade

Publicado dia 04/06/2018 às 11h37min
Maior parte do dinheiro vai para autopromoção do seu líder

A megaigreja Lakewood, no Texas, liderada pelo pastor Joel Osteen é a maior congregação evangélica dos EUA, com cerca de 52 mil membros. Recentemente, o jornal Houston Chronicle divulgou que o orçamento anual da Igreja é de cerca de 90 milhões de dólares por ano.

De acordo com o relatório obtido pelo jornal, o orçamento deverá ser gasto assim:

Cultos semanais e programas: US $ 31,7 milhões
Eventos da “Noite da Esperança”: US $ 6,7 milhões
Programas de TV: US $ 25,1 milhões
Despesas administrativas: US $ 11,5 milhões
Arrecadação de fundos: US $ 11,9 milhões
Programações de Missões: US $ 1,2 milhão

O fato de a maior parte dessa grande quantia de dinheiro ser gasta na promoção da imagem de Osteen, enquanto uma pequena fração é investida na evangelização revela que as prioridades são muito diferentes do que se podia esperar.

Com tanto dinheiro arrecadado chama a atenção o quanto ainda se investe em programas de TV, sendo que esse tipo de programação é assistido majoritariamente por pessoas que já são convertidas. Como há pedidos de dinheiro durante o tempo de exibição – com um retorno razoável o montante investido com isso não poderia ser considerado verba para “missões e evangelismo”.

Como o Houston Chronicle apontou em outro artigo, o pastor Osteen está mais preocupado com sua imagem que em ver almas salvas. O fato é que a Lakewood revela-se uma empresa sofisticada. O uso competente de marketing corporativo ajudou a construção de uma marca conhecida mundialmente.

Fundada em 1959 pelo pastor John Osteen, só ‘explodiu’ em popularidade a partir de 1999, quando seu filho caçula assumiu a liderança após a morte do fundador. Em pouco tempo ela cresceu enormemente, tendo trocado o antigo templo pelo Compaq Center, um gigantesco ginásio esportivo de Houston.

Além dos programas de TV, em inglês e espanhol, Osteen publicou vários livros de sucesso, traduzido para várias línguas. Contudo, ele sempre foi criticado por oferecer uma versão ‘açucarada’ do evangelho, focada muito mais na realização pessoal do crente que na mensagem da cruz.

Para muitos, foi a mistura de teologia da prosperidade com mensagens de autoajuda que fizeram Joel ser tão popular. A divulgação do orçamento, algo raro nas megaigrejas, e os parcos investimentos em evangelização mostram que, de fato, as ações seguem o discurso. Com informações PJ Media


 

Fonte: PJ media
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